segunda-feira, 2 de abril de 2012

Velho Desafio


O desafio a seguir é bem conhecido. Trata-se de problema intrigante que quase nos leva a loucura. Leia com atenção e divirta-se!
Três amigos foram comer num restaurante e no final a conta deu R$ 30,00. Assim, cada um deu R$ 10,00. O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse: ” – Esses são bons clientes! Vou dar um desconto de R$ 5,00 para eles”. Entregou ao garçom cinco notas de R$ 1,00.
O garçom, muito esperto, pensou o seguinte: “… pego R$ 2,00 para mim e devolvo ainda R$ 1,00 para cada um dos amigos”.
No final cada um dos amigos pagou: R$ 10,00 R$ 1,00(devolução) = R$ 9,00Portanto, se cada um gastou R$ 9,00, a conta total deu R$ 27,00. E se o garçom pegou R$ 2,00, temos: Conta = R$ 27,00 + Garçom = R$ 2,00 → Total = R$ 29,00.
Pergunta-se, onde foi parar o outro R$ 1,00 ?

4 = 5 ?

Veja os cálculos e tente encontrar o erro! Trata-se de um famoso absurdo matemático. Divirta-se!
Perceba a igualdade e veja que ela é verdadeira:
16-36 = 25-45
Em seguida, e sem alterar a igualdade, somaremos 81/4 nos dois lados para a criação de trinômios quadrados perfeitos:
16-36+(81/4) = 25-45+(81/4)
Portanto, isso pode ser escrito da seguinte forma:
(4-(9/2))2 = (5-(9/2))2
Se tirarmos a a raiz quadrada em ambos os membros temos:
4-(9/2) = 5-(9/2)
Dessa forma, verificamos que:
4 = 5!
Onde está o erro?

''Futuro''

Recorde Mundial de Cálculo do “Pi”

Recorde  Mundial  de Cálculo do “Pi”
Um engenheiro japonês de 54 anos, Shigeru Kondo, usou computador montado em casa para calcular casas decimais do número π com precisão de 5 trilhões de dígitos, o que representa precisão quase duas vezes superior à do recorde mundial anterior ( com 2,7 trilhões de dígitos).



Kondo, que recebeu o certificado da Guiness World Records, conta ter começado os cálculos como hobby e diz: ” Eu gostaria realmente é de elogiar meu computador, que calculou continuamente por 3 meses, sem se queixar”.
Ele divide a honraria com Alexander Yee, um estudante norte-americano de ciência da computação que programou o software utilizado e se comunicava com Kondo via e-mail.
Agora Kondo está tentando calcular π com 10 trilhões de dígitos.


Maior transplante facial do mundo é realizado


Editora Globo
O "antes e depois" de Richard Norris // Crédito: Reprodução Gizmodo/ Divulgação Maryland

Richard Norris sofreu um acidente com uma arma em 1997 que o deixou sem nariz, queixo, lábios e dentes. Como estava desfigurado, Norris entrou em reclusão e viveu afastado da sociedade por 15 anos.
Agora, médicos da Universidade de Maryland foram capazes de fazer o maior transplante facial de todos os tempos e dar a ele um rosto novo. Norris, que tem 37 anos, recebeu a pele de um doador que vai do seu crânio até sua garganta, além de dentes, ossos da mandíbula e do nariz, músculos e língua.
Achar um doador compatível com Norris não foi fácil já que, além do tipo sanguíneo (fator considerado principal em transplantes menores), médicos precisavam de alguém que tivesse uma estrutura óssea e um tom de pele parecido. Após achar o doador, o paciente precisa iniciar um tratamento com remédios imunosupressores, que irão impedir a rejeição do novo tecido.
Os médicos de Maryland esperam que, a partir de agora, apenas alguns ajustes cirúrgicos sejam feitos no rosto de Norris e afirmam que, logo, ele será um sujeito muito atraente.

Foca escapa de ataque de tubarão branco


Eles são conhecidos por serem um dos predadores mais temidos do mundo. Mas, uma foto captou o momento – raro – em que um filhote de foca consegue escapar da mordida de um tubarão branco. 
Editora Globo
Foca escapa de ataque de um tubarão branco // Crédito: HGMPRESS
A cena aconteceu em False Bay, na África do Sul. Enquanto um grupo de turistas – entre eles o fotógrafo Chris Fallows, dono da foto - admirava a paisagem marítima, emergiu das águas um tubarão branco de cerca de 3 metros de comprimento tentando abocanhar um filhote de foca que nadava na região.

Porém, para a sorte da criaturinha, o tubarão calculou mal seu ataque e a foca conseguiu equilibrar-se e executar uma rápida manobra: equilibrou-se na ponta do nariz do predador, deu impulso e voltou rapidamente para a água.
O tubarão não se deu por vencido e continuou sua procura por comida fresca. Não foi possível saber se ele atingiu ou não o objetivo. 

Via Láctea abriga bilhões de planetas habitáveis, diz estudo


Astrônomos estimam que 40% das anãs vermelhas - estrelas mais comuns de nossa galáxia - possuem planetas maiores do que a Terra em sua órbita

Representação artística de como os astrônomos acreditam ser o entardecer no planeta recém-descoberto Gliese 667 Cc, o mais semelhante à Terra já encontrado
Representação artística de como os astrônomos acreditam ser o entardecer no planeta recém-descoberto 'Gliese 667 Cc', o mais semelhante à Terra já encontrado (European Southern Observatory (ESO))
Pesquisa realizada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) – uma organização intergovernamental de pesquisa em astronomia – descobriu que a Via Láctea abriga bilhões de planetas rochosos maiores do que a Terra, que ocupam as zonas habitáveis de estrelas conhecidas como anãs vermelhas. Os dados foram obtidos pelo espectrógrafo HARPS, um instrumento que tem como função descobrir planetas, instalado em um telescópio do observatório La Silla, no Chile.

Saiba mais

ANÃ VERMELHA
As estrelas conhecidas como anãs vermelhas são pequenas – menores que a metade da massa do Sol –, têm a superfície relativamente fria, quando comparadas à temperatura solar, e apresentam fraca luminosidade. São, porém, muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo a cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
SUPER-TERRA
Planetas maiores do que a Terra, mas menores que os planetas gigantes do Sistema Solar, como Júpiter e Saturno, são chamados de super-Terras. Eles possuem massas de uma a dez vezes maiores do que a massa terrestre. O termo se refere apenas à massa do planeta, excluindo qualquer outra característica, como temperatura, composição e habitabilidade.
Nas vizinhanças imediatas do Sistema Solar, os cientistas estimam que haja cerca de uma centena dos tais planetas, chamados desuper-Terras, por possuírem massas maiores do que o nosso planeta. Segundo eles, essa foi a primeira vez em que foi medida de forma direta a frequência desses planetas em torno das estrelas mais comuns da nossa galáxia, as anãs vermelhas, que constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.

"Cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra em sua zona habitável", diz Xavier Bonfils, coordenador da equipe que realizou o estudo. "Como as anãs vermelhas são muito comuns – existem cerca de 160 bilhões delas na Via Láctea –, chegamos ao resultado surpreendente de que deve haver dezenas de bilhões planetas deste tipo só em nossa galáxia", explica. Planetas gigantes, com massa de 100 a 1.000 vezes maior do que a terrestre, são menos comuns em torno delas. A estimativa é de que astros semelhantes a Júpiter e Saturno apareçam em menos de 12% das anãs vermelhas.
Os astrônomos chegaram a esses números após analisar, durante seis anos, uma amostra cuidadosamente selecionada de 102 estrelas anãs vermelhas. Neste grupo, eles encontraram nove super-Terras e conseguiram estimar suas massas e a que distância elas orbitavam as estrelas. Reunindo esses dados a observações de estrelas sem planetas e à fração de planetas existentes que ainda podem ser descobertos, a equipe chegou à frequência de super-Terras em zonas habitáveis: 41%, podendo variar de 28% a 95%.

"A zona habitável em torno de uma anã vermelha, onde a temperatura é favorável à existência de água líquida na superfície do planeta, encontra-se muito mais próxima da estrela do que a Terra está próxima do Sol", diz Stéphane Udry, membro da equipe. "Mas sabe-se que as anãs vermelhas estão sujeitas a erupções estelares, o que faz com o planeta seja banhado por radiação ultravioleta e raios-X, tornando assim a vida mais improvável", conta.
"Agora que sabemos que existem muitas super-Terras na órbita de anãs vermelhas próximas de nós, precisamos identificar mais delas. Esperamos que alguns destes planetas passem na frente das suas estrelas hospedeiras, o que nos dará a excelente oportunidade de estudar a atmosfera do planeta e procurar sinais de vida", explica Xavier Delfosse, outro astrônomo que participou do estudo.

Lua de Saturno pode ter condições favoráveis à vida


Sonda espacial registrou jatos de vapor na superfície de Encélado

Mais de 90 jatos foram localizados no polo sul da lua, emitindo vapor de água, partículas de gelo e componentes orgânicos
Mais de 90 jatos foram localizados no polo sul da lua, emitindo vapor de água, partículas de gelo e componentes orgânicos (NASA/JPL/Space Science Institute)
"Este é o local mais promissor que eu conheço para uma pesquisa em astrobiologia."— Carolyn Porco, chefe da equipe que cuida das imagens capturadas pela Cassini
Ao passar a uma distância de 74 quilômetros de Encélado, uma das luas do planeta Saturno, a sonda espacial Cassini conseguiu registrar jatos de vapor de água e gelo vindos de sua superfície, possíveis sinais da existência de um mar subterrâneo. As observações – realizadas em 27 e 28 de março e divulgadas pelo site da Nasa na quarta-feira – são indícios de que Encélado pode abrigar vida.

"Mais de 90 jatos de todos os tamanhos, localizados no polo sul de Encélado, estão emitindo vapor de água, partículas de gelo e componentes orgânicos", diz Carolyn Porco, chefe da equipe que cuida das imagens capturadas pela Cassini. "A sonda tem voado diversas vezes em torno desses jatos e os analisado. Nós encontramos salinidade não só na água e nos materiais orgânicos, mas também no gelo. Esta salinidade é igual à encontrada nos oceanos da Terra", conta. 

Os jatos observados pela sonda são expelidos por entre rachaduras na superfície gelada da lua, o que pode revelar a existência de um vasto mar subterrâneo. Segundo Carolyn, "este é o local mais promissor que eu conheço para uma pesquisa em astrobiologia. Não precisamos nem mexer na superfície. Podemos apenas voar entre os jatos e testá-los. Ou quem sabe podemos pousar, sim, na superfície e retirar amostras."

A pesquisadora acredita que a pequena lua de Saturno, cujo diâmetro é sete vezes menor do que a nossa Lua, pode abrigar o tipo de vida que encontramos em ambientes terrestres semelhantes, como micróbios. “Calor e água em abundância são encontrados em rochas vulcânicas na Terra. Organismos vivem nessas rochas, mesmo com ausência total de luz solar” , conta Carolyn.

A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão da qual participam a Agência Espacial Americana (Nasa), a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana. Seu objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas. No ano passado, a Nasa decidiu prolongar a missão até 2017.

Especialistas cobram mais 'ciência' na Rio +20


Pesquisadores querem participar mais da formulação de metas durante a conferência no Brasil e mais fundos para pesquisas e educação

Encontro, que terminou nesta quinta-feira, reuniu 3.000 especialistas do clima em Londres
Encontro, que terminou nesta quinta-feira, reuniu 3.000 especialistas do clima em Londres (Divulgação)
Pesquisadores do clima publicaram um documento nesta quinta-feira cobrando maior participação na formulação das metas e indicadores durante a Rio +20, a conferência das Nações Unidas (ONU) sobre desenvolvimento sustentável que ocorre em junho, no Rio de Janeiro. A declaração foi divulgada ao fim da conferência Planet Under Pressure (Planeta Sob Pressão), que começou na segunda-feira e terminou nesta quinta-feira, em Londres.

O encontro reuniu 3.000 cientistas, economistas, empresários e políticos numa espécie de prévia da Rio +20. A conferência da ONU ocorre 20 anos depois da Rio-92, que criou metas para preservação das espécies e cortes na emissão de gases que aceleram o efeito estufa.

O documento divulgado hoje afirma que o planeta passa por desafios sem precedentes, como a falta de água, poluição, desaparecimento de espécies e a crescente demanda por comida. A publicação recebeu o aval de Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. "O momento para publicação do documento não poderia ser mais oportuno", escreveu Ki-moon.

Nova soluções — A carta pede um acordo para o direcionamento de políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas e à preservação das espécies. "Precisamos ligar a pesquisa científica de alta qualidade aos novos esforços políticos para sustentabilidade global", escreveram. Para tanto, é necessário que "os países se comprometam a garantir fundos para apoiar a ciência e a educação em escala global, particularmente em países em desenvolvimento."

Rio +20 — O documento também dedicou um trecho para fazer recomendações à conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. "A comunidade científica precisa estar envolvida na formulação das metas e indicadores", escreveram.